sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Isabela, presente de Deus!

No dia 8/12, às 23h06min, na Casa de Saúde Santa Therezinha, no Rio, no dia de N. S. da Conceição, nasceu a minha filha Isabela. Nasceu com muita saúde, abençoada, linda, perfeita.

Acompanhei toda a gravidez, as dores que a mãe dela sentiu até a sua chegada, a ansiedade, o medo, a tensão inerente ao momento, o parto, o primeiro choro, o alívio, a benção... Deu tudo certo! Incrível, fantástico, extraordinário! Quando escolhi ser Administrador jamais imaginei que algo pudesse ser tão bem planejado e executado. Estou em êxtase!

Agradeço especialmente a minha mulher Ana Paula, que dedicou nove meses de sua vida cuidando, amando e se preparando para dar à luz a um novo ser humano, que dela dependia todo o tempo.

Nos primeiros momentos, bastante emocionado, eu só conseguia agradecer a Deus e registrar os primeiros momentos de Isabela. Os cuidados no berçário, expressões, reações e movimentos. E não é que esqueci de levar a primeira roupinha dela? Era a única do berçário que continuava nos mesmo trajes em que veio ao mundo. Falhas do papai inexperiente...

Após algum tempo, naturalmente tive que sair do berçário. A conclusão era simples: acabei de ganhar um presente de Deus! Isabela é meu presente de Deus! Isabela é minha obra-prima!

O curioso é que escolhemos o nome de nossa filha por acaso. Eu disse a Ana Paula que o "nome" viria dessa forma. Lendo uma matéria certo dia ela disse: "Isabela, aquela que se dedica a Deus". Então eu respondi: ah é, então será Isabela, pronto, resolvido. 

Nesses primeiros dias ainda estamos nos adaptando. Nós a ela, e ela a nós e ao mundo. Cada momento é uma conquista. Há dúvidas e incertezas, mas sua expressão iluminada, as caras e bocas, os sorrisos, as mãozinhas inquietas e tudo o mais que ela faz compensam a nossa inexperiência. É sensacional, não há como descrever em palavras. Estou babando e adorando!

Neste espaço pretendo também falar sobre o crescimento e as peripécias de Isabela. Isabela Quintella, minha filha, com muito orgulho!!! 

Em tempo: também quero agradecer muito a Dra. Isabela (Obstetra), que cuidou de todo o pré-natal e do parto com excepcional competência, sensibilidade e presteza. Estendo meu agradecimento a Dra. Sandra (Pediatra), ao Alexandre (Anestesista), assim como a toda equipe de enfermagem e demais setores do hospital que, direta ou indiretamente, nos ajudaram nesse momento maravilhoso.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai não declarado

Hoje é o dia dos Pais de 2011. Nesta data celebramos com nossos pais e heróis o seu dia, merecidamente destacado entre as datas festivas e comerciais do ano.

Infelizmente, como filho, não é o meu caso. Não tive pai. É fato que houve um pai, mas não o tive como tal em nenhum dos meus quase 44 anos de vida. Isso me incomodava muito quando criança, na adolescência e até me apresentar para o serviço militar obrigatório. As perguntas se repetiam: "Qual é o nome do seu pai?"; "Por que seu pai não te registrou?"; "Você é arrimo de família?"; "O nome do seu pai é 'Não Declarado'? 'Não declarado' de quê?"... No meio social a coisa era mais complicada, já fui chamado até de "filho de chocadeira". Mas isso jamais me incomodou além do que deveria.

Pausa para deixar algo bem claro: jamais considerei ser uma vítima de 'bullyng' por conta disso, ok? Tive uma mãe que foi também o pai que eu tinha que ter. A minha mãe é minha heroína! Muito mais pai que muitos pais negligentes que conhecemos por aí. À minha mãe, que sempre foi igualmente meu pai, rendo e renderei minhas homenagens neste e em todos os dias dos pais que virão pela frente.  

Foi minha mãe a maior prejudicada pela covardia daquele que teria sido meu pai. Em contrapartida, superou seus próprios limites para permitir que eu a homenageie pelo resto da vida, sempre que sentir necessidade disso. A sua dignidade é sublime, sua luta exemplar, sua coragem digna dos maiores guerreiros da história. Obrigado por tudo que sou, Mãe! Você é meu Pai e merece todo o meu respeito desde sempre, e para sempre.

Há cerca de um ano atrás o Ministério Público Estadual criou o programa 'Em nome do Pai', que visa reduzir o número de crianças que não têm o nome do pai na certidão de nascimento. Cerca de um em cada quatro registros de nascimento não traziam o nome paterno.

No Rio foi montada uma força-tarefa e cerca mil crianças já tiveram os sobrenomes paternos recuperados nesse período. Curiosa e felizmente, houve muito mais aceitação do que recusa pelos pais procurados. Certamente hoje será um dia dos Pais diferente para essas crianças. Que bom!

No meu caso, como filho, só queria ter o direito de eliminar os incômodos asteriscos do campo a ser completado como o nome do pai em todos os meus documentos civis. Queria ter esse direito assegurado algum dia.

Como pai, sinto-me bastante feliz, realizado. Sou pai de duas filhas lindas.

Maria Sophia está no céu e junto de mim o tempo todo. É um dos meus anjos da guarda, minha estrela-guia, essa sapeca menina de sorriso encantador estampado em sua face meiga. Você mudou minha vida! Eu te amo, Maria Sophia!

Minha outra filha, Isabela, está a caminho. Já é amada, cuidada e ansiosamente esperada. É minha princesinha! Será orgulhosamente registrada e assumida por mim, e a ela dedicarei o melhor de mim, do meu esforço, da minha essência. Seja bem-vinda, Isabela, e obrigado por ser meu presente do dia dos Pais 2011!

Tenho orgulho de ser pai! Feliz dia dos Pais a todos os pais do planeta!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sarney, um "Fenômeno"

Ô Sarney, por que você não aproveita a "deixa" do Ronaldo Fenômeno e encerra sua carreira também? Desculpe-se publicamente com a nação brasileira e coloque a culpa num hormônio qualquer... É impressionante como os políticos, mesmo incapazes de contribuir para o desenvolvimento do país, ainda se mantém atrelados fervorosamente ao poder por tantos anos. E o pior é que o que os preocupa não é nem o ostracismo, mas a impossibilidade de continuar sugando o que podem do povo e do país. Ô Sarney... Você é um "fenômeno"! PQP!!!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

=Mesmice...

A mesmice não pode ser uma coisa boa. E não é! Por que então tantas pessoas adotam essa maneira de viver (viver?!). Os dias se passam e as atitudes (ou a falta delas) são as mesmas. Seria acomodação, medo, conveniência, estratégia? Não consigo mesmo entender. Percebo isso no dia a dia do trabalho, nas minhas relações pessoais, nos relatos das pessoas. Falta atitude positiva para mudar o status quo. Falta personalidade às pessoas. Falta disposição... Em tese me sinto na contramão do que vejo e com o que convivo. Não posso mudar o mundo ou as pessoas (nesse caso nem quero), mas sinto-me impotente diante de tanta hipocrisia e da falta de interesse das pessoas em fazer algo mais, além do conveniente, mais próximo da construção de algo novo. Algo como criar, inovar, surpreender, ultrapassar os limites do conforto e da estagnação. Enfim, o dia de amanhã pode até já ter sido escrito, mas ainda podemos colocar os pingos nos "i", acrescentar ou suprimir frases, substituir as exclamações por interrogações, mudar as vírgulas de lugar, trocar os pontos por reticências...

domingo, 18 de abril de 2010

O grande dia...

Nascemos, ou renascemos, a cada dia, isso é fato. Quem nunca ouviu a expressão 'Fulano de Tal nasceu de novo!' ou 'Beltrano renasceu das cinzas!'? Pois é... E isso acontece mesmo. São histórias complicadas, doloridas, tristes, mas, invariavelmente, de superação. Superamos frustrações amorosas, doenças, perdas humanas, problemas financeiros, etc... Mas ainda assim não nos damos conta de quão fortes nós somos, o quanto podemos e quanto tempo perdemos com lamentações que em nada nos ajudam.Ainda ontem voltando do Rio pude observar o pôr-do-sol durante um trecho da viagem... Sinceramente me senti renascendo mais uma vez ao observar aquela imensidão, a luz afagando meu rosto e a certeza de algo novo, independente da minha crença, mas algo novo, uma espécie de felicidade, possibilidade real, vida!
Este mês está realmente sendo especial e tenho tido oportunidades de me perceber nascendo, ou renascendo. São como marcações que vamos fazendo ao longo da vida, que representam propriamente as variações por que passamos, os altos e baixos da existência. Sinto-me especialmente 'nascido' ou 'renascido' quando alguém deposita confiança em mim. De uns 20 anos (nossa, como o tempo passa!) para cá passei a me perceber como uma pessoa mais importante para os outros, a ponto de ser digno da confiança de algumas delas. E é o que está acontecendo nesse momento. Precisarei me dedicar e corresponder mais uma vez à expectativa, e isso me faz muito bem! Penso que o que nos falta, como no escotismo, é 'estar sempre alerta', pois numa ínfima fração podemos nascer/renascer, uma imagem pode modificar nossa maneira de ver a vida e os problemas e, principalmente, se nos dedicarmos ao que fazemos com energia, entusiasmo e seriedade hoje ainda ou amanhã poderá ser, de fato, o 'nosso' grande dia!

sábado, 13 de março de 2010

Adeus, Maggie... A morte é, se lhe parece.

A Maggie, nossa cadela de cerca de 8 anos, morreu nessa madrugada. Estava doente... Sofreu e morreu em silêncio, como a maioria dos animais. Acabamos de enterrá-la no meio do bambuzal, na companhia solitária e sob o olhar enigmático de um de seus filhos, Mancuso. Aqui em casa não somos do tipo que equiparamos o amor que sentimos pelas pessoas ao que sentimos pelos animais. Mas amamos os animais em geral e os cães em particular. A morte dela, contudo, me faz tocar nesse assunto deveras delicado e triste. Acredito em vida após a morte. Simplesmente porque acredito que todos aqueles que amamos nessa vida que conhecemos estejam juntos em outro plano. Um plano superior ao nosso, que ainda não atingimos porque não chegou o momento. Outro dia li um texto da Martha Medeiros que dizia que só morreremos de verdade quando ninguém mais se lembrar de nós. Tomara que seja ssim. E sendo, sempre me lembrarei com carinho e saudade daqueles que se foram. Entre essas pessoas, que espero reencontrar um dia, estão as 'mulheres da minha vida' - minha avó materna, minha mãe, minha mulher e minha filha - e muitas pessoas queridas também. A morte é parte da vida, dizem. Mas o difícil é aceitar, compreender, entender e receber a morte. Confesso que as mortes sofridas me tornaram mais preparado, mas nunca o suficiente. Lembro até que antes havia uma espécie de 'quarentena' qdo perdíamos alguém. Havia um período de retirada de cena. De reflexão. Nos dias atuais enterramos alguém e temos que ir trabalhar... Às vezes nem enterramos... Enfim, são os tempos modernos (?!). Confesso que ainda tenho medo da morte. Por isso me apego à vida! Adeus, Maggie...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres que (nós, homens) amamos...

Dedicar um dia especial às mulheres tvz sirva mais para uma reflexão masculina do que para uma comemoração feminina. Primeiro, pq dada a importância das mulheres no contexto mundial não é possível que dediquemos a elas tão pouco tempo; segundo, porque deveríamos mesmo homenageá-las e reverenciá-las o tempo todo por tudo que representam em nossas vidas (dos homens e demais mulheres tb). A mulher é mãe, avó, amante, filha, amiga, profissional, colega de trabalho, chefe, diretora, presidente... A mulher pode ser o que quiser aliás, pois, mais que nós homens, tem uma capacidade de agregar, intuir, integrar, compreender, coordenar... Essas características, entre inúmeras, fizeram com que a mulher se libertasse de amarras, formais ou não, e fosse conquistando seu merecido espaço em casa, na sociedade, na economia e na política, só para citar alguns exemplos. No caso de nós, homens, isso foi ótimo pq a mulher faz parte de nossas vidas desde que chegamos ao mundo. Amamos as mulheres desde então! É uma eterna busca, é um amor de busca... Não as merecemos nem as compreendemos, mas as queremos; não as aceitamos às vezes, mas as procuramos o tempo todo... Por elas choramos (escondidos na maioria das vezes, mas choramos...). Também somos capazes de evoluir e melhorar, e como elas são boas em nos ajudar com isso! Elas são fortes, mas precisamos compreender suas fragilidades, angústias, tempo para se arrumar, pq vão ao banheiro com uma amiga, pq só finalizam a maquiagem no carro... Precisamos crescer! É claro que as mulheres têm que ser diferentes... Se não fosse assim o que nos atrairia? Os músculos ou os pêlos pelo corpo? Ah, fala sério! Precisamos do carinho, dedicação e sensibilidade das mulheres, mas temos que retribuir com companheirismo, lealdade e segurança. Temos que protegê-las, mas queremos sentir que elas estão ali, ao nosso lado segurando na nossa mão ou nos fazendo um cafuné. Queremos vê-las felizes! Fazer uma mulher feliz é nosso desafio, e nossa obrigação tb. Devemos dar-lhes presentes, flores, chocolates, abrir a porta do carro, pagar a conta, buscar e levar, cuidar... Queremos filhos que só elas podem nos dar. Ah, mas não podemos esquecer as datas importantes... Nem pensar! E cada uma delas deve ser devidamente acompanhada de amor, carinho e gentileza. Sim, devemos ser gentis com as mulheres, SEMPRE! Queremos que cada dia seja seu dia, independente de uma causa ou uma lembrança... Que tal um café da manhã na cama? Elas merecem! Façamos isso algumas vezes! Precisamos deixar de ser machistas e assumir que amamos as mulheres e que sem elas nada seríamos, nada faria sentido. A todas as mulheres da minha vida, presentes e ausentes, e a todas as mulheres do mundo minha confissão: obrigado por existerem e tornarem esse mundo tão delicioso e complexo!